Consultório de psicanálise Pará de Minas | Espaço Psique

Como é fazer análise comigo

Como é uma sessão de análise comigo?

Antes de qualquer coisa, é um encontro entre duas pessoas. Eu chego com formação, técnica e estudo, e nada disso substitui o fato de que ali é alguém escutando alguém. Na prática: sessões de 50 minutos, em geral uma vez por semana, presenciais em Pará de Minas ou online para todo o Brasil. O primeiro encontro não tem custo e serve para conversarmos sobre expectativas, valor e frequência. Você fala, eu escuto, e às vezes pergunto. Escuto inclusive o que ainda não encontrou palavra: uma pausa, uma repetição, alguma coisa que insiste em aparecer sem conseguir se dizer. É esse o material do trabalho, e é perlaborando o que aparece que as coisas começam a mudar de lugar.

Fazer análise é lidar com o sofrimento, e não sozinho

Fazer análise é, antes de qualquer coisa, lidar com o sofrimento.

Não penso que esse sofrimento precise ser enfrentado sozinho. Também não penso que fazer análise deva significar entrar numa sala e encontrar alguém distante, em silêncio, esperando que você fale durante cinquenta minutos enquanto apenas te olha.

Essa imagem é uma caricatura da psicanálise, e ela afasta muita gente que precisaria estar em análise. Psicanalistas são frios. São distantes. Vão me analisar. São coisas que eu escuto com frequência, e a última costuma vir no tom de quem espera um julgamento.

Fazer análise comigo é encontrar um espaço de escuta, e também um encontro entre duas pessoas. Você chega com a sua história, suas dúvidas, seus conflitos, suas repetições, suas dores, e com aquilo que ainda não consegue nomear. Eu chego com a minha formação, minha experiência clínica, meu estudo, e com a responsabilidade de escutar o que você traz sem transformar a sua história numa fórmula pronta.

Nem sempre eu fico calado

Às vezes vou perguntar. Às vezes vou pontuar alguma coisa que apareceu na sua fala, uma palavra repetida, uma pausa, uma contradição que passou sem que você percebesse. Em alguns momentos, talvez uma interpretação ajude a olhar para determinada situação de outro jeito. Em outros, talvez seja importante simplesmente existir ali, com tranquilidade, sem pressa de encontrar uma resposta.

Isso também é gradativo. No começo, para muita gente, ficar em silêncio diante de outra pessoa é quase insuportável, e eu não trato esse incômodo como algo a ser vencido. Vou tornando o silêncio possível aos poucos, no ritmo de cada um, até que ele deixe de ser um vazio constrangedor e passe a ser um espaço onde alguma coisa acontece.

O silêncio existe na análise, mas ele tem função. Não é falta de educação nem técnica de fazer o outro sofrer. Quando eu fico quieto, quase sempre é porque alguma coisa está se organizando na sua fala e qualquer intervenção minha interromperia isso. Se em algum momento o meu silêncio incomodar, esse incômodo pode ser dito. Escrevi sobre a diferença entre o desconforto que faz parte do trabalho e o que não faz no texto sobre o que um psicanalista não pode fazer.

Porque análise não é uma conversa na qual eu tenho as respostas e você precisa apenas descobri-las. É um trabalho que fazemos a partir da sua palavra.

Ao falar sobre o que acontece na sua vida, sobre os relacionamentos, as escolhas, os incômodos, as lembranças, os desejos, e até sobre aquilo que aparentemente não faz sentido, algumas coisas começam a aparecer. Certas repetições podem ser percebidas. Algumas histórias ganham novos sentidos. E o que antes parecia um sofrimento sem explicação começa a ser compreendido de outra maneira.

Como é o primeiro encontro comigo

O primeiro encontro não tem custo, e isso não é promoção.

Ele existe porque é assim que a minha clínica faz sentido para mim, e isso é uma elaboração do meu próprio processo de análise. Você está escolhendo uma pessoa para falar de coisas que talvez nunca tenha dito em voz alta. Essa escolha merece uma conversa antes do compromisso, e sem pressão comercial de nenhum dos dois lados.

Na prática, esse primeiro encontro funciona assim. Costumo começar retomando alguma coisa da conversa do agendamento, ou perguntando o que te fez procurar a psicanálise. Depois disso, quem fala é você. Não preciso de um resumo organizado da sua vida, nem de uma explicação coerente do seu problema. Pode começar pelo que aconteceu ontem, por algo de vinte anos atrás, ou pela dificuldade de começar.

Depois falamos do que é possível: frequência, horário, valor, como funciona o trabalho, o que você pode esperar e o que não deve esperar. Se fizer sentido para nós dois, combinamos o início. Se não fizer, digo isso com clareza e, quando for o caso, encaminho para outro profissional. Prefiro perder um atendimento a começar um processo que já nasce torto.

Se você ainda está na etapa anterior, escolhendo entre profissionais, o guia como escolher um psicanalista reúne os critérios que considero importantes, inclusive os que não me favorecem.

O que fica combinado: frequência, tempo e faltas

Cada sessão dura 50 minutos, e a frequência que costumo propor é semanal. A frequência não é detalhe administrativo, ela sustenta o processo: é a continuidade que permite que uma repetição apareça, porque ninguém percebe um padrão dentro de um encontro isolado.

O horário é seu, reservado na agenda, e é isso que combinamos manter.

As faltas são pensadas, não contabilizadas. A primeira coisa que me interessa é se aquela ausência tem a ver com alguma resistência ao processo, porque isso é assunto de análise e não de agenda. Quando não é o caso, o combinado é simples: avisar com 24 horas de antecedência. As férias, as suas e as minhas, combinamos no início do ano.

Nada disso é rígido. São coisas que vão sendo faladas ao longo do processo, e a sua reação a elas costuma trazer mais elementos para o trabalho do que a regra em si.

Sobre duração do processo, não tenho resposta honesta para dar antes de começar, e desconfio de quem tem. Não existe número de sessões definido, não existe alta programada, e o fim da análise é assunto de análise, conversado com antecedência, nunca comunicado de um dia para o outro.

Presencial em Pará de Minas ou online para o Brasil inteiro

Atendo presencialmente no Espaço Terapêutico Psique, na Rua Sete de Setembro, 41, Centro, em Pará de Minas (MG), e online por videochamada para qualquer lugar do país. Meus horários são de segunda a sexta, das 15h às 21h.

Sala de atendimento onde Jhonatan Maciel recebe para as sessões de psicanálise em Pará de Minas, com poltronas voltadas uma para a outra e iluminação suave
A sala onde acontecem as sessões presenciais, no Espaço Terapêutico Psique.

Costumo dizer que o online não é uma versão reduzida da análise. É outro enquadre, com exigências próprias. Funciona bem quando existe um lugar onde você possa falar sem ser ouvido por ninguém, com uma conexão razoável e sem interrupção no meio da sessão. Falar de coisas difíceis com alguém circulando na sala ao lado não é a mesma coisa.

Em cidade do interior, o online resolve um problema que ninguém gosta de admitir em voz alta: o de ser visto entrando num consultório. Muita gente da região de Pará de Minas me procura para atendimento online por esse motivo, e acho isso legítimo. A distância acaba funcionando nos dois sentidos: é perto o suficiente para um dia vir presencialmente, se fizer sentido, e longe o bastante dos olhares de uma cidade onde todo mundo se conhece. Sigilo não é só o que eu guardo depois da sessão, é também o cuidado com o caminho até ela.

Entrada do consultório de psicanálise na Rua Sete de Setembro, 41, Centro de Pará de Minas, para quem vai chegar pela primeira vez
A entrada, para que você já saiba o que vai encontrar antes de chegar.

Quanto custa e por que o valor é conversado

O valor é definido no primeiro encontro, conforme a frequência combinada e o que você consegue sustentar por meses, não pelo que cabe num mês bom isolado.

Não publico tabela fechada porque o pagamento faz parte do tratamento, e não apenas da minha remuneração. Não fecho pacote, não dou desconto por adiantar meses, e não mudo valor sem aviso.

Se o valor não couber agora, prefiro dizer isso a fingir que sempre cabe. Nesse caso nós conversamos: se não cabe por falta de dinheiro, procuramos um ponto comum; se não cabe por outra coisa, essa outra coisa também é assunto do trabalho. Desenvolvi esse assunto, inclusive a ideia de que o sofrimento também cobra um preço, no texto quanto custa fazer análise.

O que eu não faço

Lidar com o sofrimento de alguém exige cuidado, e por isso a ética é parte estruturante desse trabalho, não um capítulo à parte.

Não prometo resultado rápido. Não ofereço resposta universal. Não digo a ninguém o que fazer da própria vida, mesmo quando me pedem, e me pedem com frequência. Meu trabalho é tornar possível esse processo de investigação, oferecendo um espaço em que você fale com liberdade, no seu tempo, sem precisar chegar sabendo exatamente o que dizer.

Uma frase que surgiu numa análise diz isso melhor do que eu conseguiria: durante toda a sua vida alguém lhe disse o que fazer, talvez aqui seja o caso de caminharmos para outro movimento.

Existe acolhimento, mas acolher não significa concordar com tudo. Existe tranquilidade, mas tranquilidade não significa fugir do que é difícil. Existe técnica, teoria e estudo, e tudo isso precisa estar a serviço da pessoa que está diante de mim.

Também não atendo pessoas com quem tenho relação comercial na minha outra atividade profissional. Nesses casos encaminho para colegas de confiança, sem exceção.

Você pode chegar sem saber por onde começar

Penso a análise como um espaço que precisa ser suficientemente seguro para que alguma coisa possa acontecer. Um lugar onde seja possível falar sem precisar se apresentar de uma determinada maneira, sem precisar impressionar, sem precisar organizar tudo antes de chegar.

Você pode chegar dizendo que não sabe por onde começar. Pode falar de uma coisa e, alguns minutos depois, perceber que estava falando de outra. Pode contar algo que nunca contou para ninguém. Pode rir de alguma coisa séria. Pode se irritar comigo. Pode discordar. Pode ficar em silêncio por algum tempo.

Tudo isso também pode fazer parte da análise. Inclusive a irritação comigo, que costuma ser das coisas mais úteis que aparecem num processo, quando pode ser dita em vez de administrada.

Se você chegou aqui na dúvida se isso é para você, dois textos podem ajudar mais que este: talvez você deva procurar um psicanalista, para quem sente que existe algo procurando palavras, e a IA me recomendou procurar um psicanalista, para quem recebeu essa sugestão numa conversa com ChatGPT ou parecido e ficou sem saber o que fazer com ela.

Quem está do outro lado

Jhonatan Maciel, psicanalista em Pará de Minas, formado pela Sociedade Psicanalítica Summus
Jhonatan Maciel, psicanalista.

Eu estudo psicanálise e continuo estudando. Comecei minha formação em 2016, na Sociedade Psicanalítica Summus, e sigo ativo na instituição, em grupos de estudo, seminários e congressos. Estou em análise pessoal há dez anos, hoje no quarto processo analítico, e considero essa experiência parte estrutural do meu trabalho. Faço supervisão clínica, o que significa que os casos que atendo são discutidos com analistas mais experientes, sem identificação de ninguém.

Antes disso, e ainda hoje, trabalhei dezenove anos no mercado de tecnologia. Isso aparece na clínica com mais frequência do que eu imaginava quando comecei. Reconheço rápido o sofrimento de quem está sobrecarregado, e o trabalho que foi ocupando todo o espaço da vida até não sobrar quase nada fora dele. E vejo com frequência como relações pessoais mal resolvidas reaparecem nas relações de trabalho, com outros nomes e outras pessoas.

Quando você entra numa sessão, eu não encontro um caso clínico, um diagnóstico ou um conjunto de sintomas. Encontro uma pessoa, com uma história que não se repete exatamente em ninguém.

Uma frase atribuída a Carl Jung traduz muito do que penso sobre esse encontro:

Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

Para mim, essa frase não diminui a importância da técnica. Pelo contrário: ela coloca a técnica no lugar que considero correto.

O que muda com o tempo

O processo analítico não acontece porque existe um método capaz de resolver a vida de alguém. Ele acontece porque, naquele espaço, há tempo, escuta e disposição para investigar o que faz parte da sua história e que muitas vezes você mesmo ainda não compreende.

Fazer análise comigo é ter um lugar para falar. Mas é também, aos poucos, poder escutar a si mesmo de outra maneira.

Talvez seja justamente aí que começa a possibilidade de transformar a relação com aquilo que causa sofrimento. Não para apagar a sua história, mas para poder olhar para ela de outro lugar. E, quem sabe, descobrir que existem caminhos que antes você não conseguia enxergar.

Posso conversar com você?

O primeiro encontro não tem custo, e é nele que falamos de valor, frequência e de como o trabalho acontece. Se o que você leu até aqui faz sentido, me chame e marcamos essa conversa.

Conversar pelo WhatsApp

WhatsApp (37) 99117-8189 · contato@jhonatanmaciel.com.br
Presencial: Rua Sete de Setembro, 41, Centro, Pará de Minas (MG) · Online para todo o Brasil

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura uma sessão?

50 minutos, com horário fixo reservado na agenda.

Preciso saber o que dizer antes de chegar?

Não. Chegar sem saber por onde começar é uma das formas mais comuns de começar, e o próprio não saber costuma ser material de trabalho.

Você fica calado a sessão inteira?

Não. Pergunto, pontuo e às vezes interpreto. O silêncio existe quando ele serve ao que está acontecendo na sua fala, não como regra fixa.

Com que frequência preciso ir?

Costumo propor uma sessão por semana. Se em algum momento fizer sentido mudar isso, é uma conversa que fazemos dentro da própria análise.

E se eu precisar faltar?

Peço aviso com 24 horas de antecedência. Mas a falta em si é pensada dentro da análise, porque às vezes ela diz alguma coisa sobre o processo, e isso costuma ser mais importante que a regra.

Análise online funciona?

Sim, desde que você tenha um lugar reservado para falar sem ser ouvido. Atendo online para todo o Brasil, inclusive pessoas da minha própria cidade que preferem não ser vistas entrando num consultório.

Quanto custa?

O valor é conversado no primeiro encontro, e o primeiro encontro não tem custo justamente para que essa conversa aconteça sem compromisso.

Quantas sessões vou precisar?

Não há como responder isso honestamente antes de começar, e desconfio de quem responde.

Psicanalista é a mesma coisa que psicólogo?

Não. São formações e profissões distintas. Sou psicanalista, formado pela Sociedade Psicanalítica Summus, e explico as diferenças no guia sobre como escolher um psicanalista.

Posso parar quando quiser?

Pode. O que peço é que a decisão seja levada para a sessão antes, porque a vontade de interromper costuma dizer alguma coisa que vale ser escutada.

Escrito por Jhonatan Maciel, psicanalista. Formação pela Sociedade Psicanalítica Summus. Atende adultos em Pará de Minas (MG) e online para todo o Brasil. Última revisão: agosto de 2026.